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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Vinho Kosher e as tradições judaicas

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Vinho Kosher e as tradições judaicas

O vinho está presente na cultura das civilizações desde tempos imemoriais, já é sabido. A forma com que os povos se relacionam com essa bebida única também difere de muitas maneiras.
No judaísmo, ele assume um papel importante – e também muito curioso para os não judeus – porque deve seguir algumas leis. Somente sob essas condições ele poderá ser chamado de Vinho Kosher.

O que são produtos Kosher

Cashrut ou Kashrut são as leis judaicas para os alimentos. Nelas, a comida e bebida recebem o termo Kosher ou Kasher, que significa que estão aptas para serem consumidas pelos judeus. A própria palavra significa “apropriada”, “adequada”, “aceitável” e  “legítima”.
Para que um produto possa ser considerado Kosher, ele deve seguir os preceitos das leis judaicas e, normalmente, é identificado pelas iniciais OU (Orthodox Union), ou a letra U dentro de um círculo.
Somente os rabinos podem supervisionar, tocar e provar durante a produção de vinhos Kosher.

Exigências para que um vinho seja Kosher

Os vinhos Kosher são feitos das mesmas uvas que os demais, porém as exigências abrangem 3 pontos:
1 – Uvas e vinhedos:
A tradição judaica explica que o conceito de orlah significa algo como “não circuncidado, escondido, selado”, ou seja, são frutos de árvores jovens que não podem ser consumidos até os 3 anos de idade. Portanto, essa é a primeira regra na produção dos vinhos kosher: somente as uvas provenientes de vinhedos acima dessa idade podem ser usadas.
A cada 7 anos as vinhas devem ser preservadas e não pode haver colheita. A exceção é se a vinha for vendida para um novo proprietário e a contagem recomeça novamente.
2 – Ingredientes a serem utilizados:
São aceitos somente produtos Kosher, ou seja, fabricados sob a supervisão de um Mashgiach – nome dado ao judeu responsável pelo cumprimento da Kashrut. Isso vale, entre outros ingredientes do vinho, para taninos industriais, ácidos, bentonita e ovos (usados na clarificação).
Mesmo assim, muitos são expressamente proibidos, como o uso das leveduras selecionadas geneticamente. Apenas as nativas entram no processo.
3 – Processos da colheita, vinificação e engarrafamento;
A questão fundamental é que a partir do momento que as uvas são entregues para a vinificação, a manipulação de todos os ingredientes e ferramentas só podem ser feitas por judeus. Apenas eles podem tocar, experimentar e acima de tudo, comandar os processos. Mesmo depois de pronto para o engarrafamento não é permitido o contato de um não-judeu com o vinho. Após o término do engarrafamento, o vinho é selado e autenticado como um vinho Kosher e qualquer um poderá tocá-lo, porém somente será aberto e servido por um judeu.
Para flexibilizar essa restrição, existe o vinho Kosher Mevushal.

Vinho Kosher versus Kosher Mevushal

O judaísmo não aprova nenhum tipo de idolatria, portanto, os pagãos antigos que ofereciam vinhos aos deuses eram vistos como impuros. Para que um judeu não beba nenhum vinho “impuro” a solução são os vinhos Kosher Mevushal – o que significa fervido em hebraico. Eles passam por um processo de pasteurização, onde são rapidamente fervidos e depois resfriados. Assim, segundo as leis judaicas, o vinho pode ser servido pelos não judeus.

Conclusão

Meu blog, acima de qualquer outra intenção, tem o objetivo de trazer curiosidades e informações sobre o mundo do vinho. Procure o vinho BARKAN

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Apenas meia hora de Tel Aviv, a apenas meia hora de Jerusalém , Barkan, centro de visitantes no Kibbutz Hulda, convida você para experimentar a exposição sem precedentes para o mundo do vinho saturado com os sabores, aromas e cores.
Vinho 100% Cabernet Sauvignon 
Safra 2013
Aromas lembrando couro e pimenta
Boca volumosa e intensa; recomendo decantar.
Ideal para pratos como caça e queijos maduros.

VinoArt 
Rua do Catete 228 sobreloja 212
Tel: 021 3497-7782

Sommelier: Brunno Guedes