terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Espumante para o ano versatilidade em alta!!!


Das recepções aos jantares, o espumante tem seu lugar à mesa.

Sinônimo de celebração, tem o poder de animar qualquer festa e, ainda, encanta quem o aprecia. Suas bolhas subindo pelo líquido e exalando aromas agradáveis, conquista até mesmo quem não costuma beber. O espumante pode ser servido com entradas ou mesmo confrontados com pratos e sobremesas. 

Sempre que servir um espumante com algum tipo de prato tenha cuidado com o peso e tipo de molho que o acompanha, pois ele pode fazer de seu jantar uma grande ópera desafinada.

Os vinhos espumantes são os opostos dos considerados “tranquilos” - que não contêm gás. Eles possuem gás carbônico, gerado na segunda fermentação, que é responsável pelas bolhas que perduram na taça. Os espumantes podem ser feitos a partir dos mais diferentes tipos de uva, que pode ser tinta ou branca, ou mesmo a mistura de ambas. Uma das variedades tintas muito usada na elaboração é a Pinot Noir, que faz da bebida ainda mais delicada mas, ao mesmo tempo, marcante.
Sommelier: Brunno Guedes - VinoArt

Rua do Catete 228 Sobre loja 212
Tel: 34977782

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Qual a influência do tamanho das bolhas no sabor do Espumantes?


Segundo sua pesquisa, bolhas maiores, com 3,4 mm de diâmetro, aumentam dramaticamente a liberação de aerossóis no ar da taça. Isso significa que importantes compostos aromáticos e de sabor são lançados para os degustadores através do nariz.
 
“Esse resultado é surpreendente, pois mina a crença popular de que quanto menor as borbulhas, melhor o Champagne. Bolhas menores são as piores em termos de liberação de aromas”, afirmou o pesquisador. Cerca de 1 milhão de bolhas, em média, formam-se na taça e elas podem variar de 0,4 a 4 mm de diâmetro. No entanto, a viscosidade da bebida e da taça influenciam no seu tamanho.
 
“Dessa forma, mostramos que diminuir a viscosidade do Champagne pode melhorar a evaporação. Esses resultados pavimentam o caminho na direção de ajustar a difusão dos aromas da bebida”, completa o pesquisador.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A importância do açúcar no vinho!


Como Sommelier, vejo diariamente a dúvida dos clientes e amigos "enófilos" em relação ao açúcar presente no rótulo do vinho: será que ele é demi-sec ou sec? Ou seja, o meio doce é mais pra doce ou mais pra seco?

Existe uma grande lacuna entre o gosto e a  experiência de quem o degusta. O paladar é mutável e a forma como o sentimos pode ser diferente nas diversas ocasiões em que ele é degustado. 

A doçura tem uma grande influência na escolha do vinho. Tamanha é a importância do açúcar na bebida, que é com base em sua concentração residual que a legislação brasileira os classifica.

Porém, há uma grande distância entre a classificação legal e a percepção do açúcar no paladar. Perceba que, legalmente, a diferença entre um vinho com pouco mais de 4g de açúcar por litro e outro com 25g é brutal, mas ambos estão dentro da mesma classificação.

Essa classificação recente data de 21/02/2014. Antes dela, até 5g de açúcar por litro classificava o vinho como “seco”. Assim, um grande número de vinhos antes classificados nesta categoria, passaram a compor a classificação “demi-sec ou meio-seco”. Ocorre que, para a maioria das pessoas, uma variação de 1 ou 2g de açúcar no vinho possivelmente será imperceptível.

Um fator que influencia profundamente a nossa percepção do gosto doce é a acidez do vinho. Quanto maior a acidez, menos perceptível é a doçura. Veja, por exemplo, os espumantes: um brut, que comumente equivale em boca ao paladar de doçura de um vinho seco, inicia sua classificação a partir de 8 indo até 15 g de açúcar por litro.

Isso se deve ao fato de que espumantes são muito mais ácidos que os vinhos não espumantes. Assim, um vinho não espumante que tenha uma acidez mais elevada, mesmo classificado como meio-seco, poderá parecer seco ao paladar. E, por isso, muitas vezes é possível que a classificação “demi-sec” não coincida com a interpretação de nosso paladar.


Portanto, vamos à classificação do vinho quanto ao açúcar:

Seco – até 4g de glicose por litro;
Demi-sec ou meio-seco – acima de 4 e até 25 g de glicose por litro;
Suave ou doce – de 25g a 80g de glicose por litro.

Já os espumantes são classificados da seguinte forma:

Nature – até 3g de glicose por litro;
Extra-brut – de 3 a 8g de glicose por litro;
Brut – de 8 a 15g de glicose por litro;
Seco – de 15 a 20g de glicose por litro;
Demi-sec – de 20 a 60g de glicose por litro;
Doce – acima de 60g de glicose por litro.
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O açúcar do vinho no paladar




Até a próxima!

Brunno Guedes - Sommelier da VinoArt

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Não tenha medo da acidez!

Muitos evitam usar o termo acidez ao descrever um vinho por receio de como será interpretado. Eu mesmo  usei e a pessoa preferiu não levar por ter como base vinho com acidez é vinho ruim. Sendo assim, entenda a presença e a função dos ácidos nos fermentados.
A acidez é talvez o elemento estrutural do vinho que mais sofre com más interpretações. Os termos acidez e ácido, quando descritos num vinho, costumam afastar consumidores neófitos e, como solução, muitos autores e sommeliers passaram a descrever a acidez como "frescor" e "refrescância", tentando atenuar o peso da palavra.

Os ácidos estão presentes de forma natural em todas as frutas. Responsáveis pelas sensações de refrescância e intensidade de sabor, os principais ácidos presentes nas diversas variedades de uvas são o ácido tartárico e o ácido málico (e seus sais derivados). Estes constituem mais de 90% da acidez total da uva. Também estão presentes, em pequenas proporções, outros ácidos orgânicos como o cítrico e o glucônico.

ACIDEZ NA DEGUSTAÇÃO
Agora, como podemos identificar a acidez quando degustamos um vinho? Percebemos a acidez de forma mais intensa nos cantos laterais da língua, quando sentimos uma leve irritação nesses pontos. Uma forma bastante simples é notar a quantidade de saliva produzida na boca após engolirmos o vinho.

Os principais ácidos presentes no vinho, o tartárico e o málico, não são voláteis, portanto não são passíveis de identificação aromática. Dentre os voláteis, os principais, que podem estar presentes em concentração superior ao limiar de percepção humana, são o acético (em alta concentração, aroma de vinagre) e o lático (aroma de leite e seus derivados)
Algumas vezes acontece que ao examinarmos a parte da rolha que fica em contato direto com o líquido, notamos a presença de cristais, o mesmo fenômeno observado no fundo das taças. Como devo interpretar este achado: descartar o vinho, rejeitá-lo e devolver para o estabelecimento onde adquirimos? Nada disso. Se não houver defeitos aparentes no vinho, a presença dos cristais não é sinal de deterioração, muito pelo contrário. Eles são conhecidos pelo termo de “diamantes do vinhoEsses “diamantes” são os cristais de ácido tartárico, formados pela precipitação de dois elementos presentes nas uvas tanto brancas quanto tintas: o ácido tartárico e o potássio.

Na presença de baixa temperatura, esses elementos reagem entre si, dando origem aos cristais de bitartarato de potássio, que precipitam no fundo das garrafas. Estes cristais são naturais, não prejudicam o vinho e, para muitos apreciadores de vinhos de qualidade, sua presença é bem vinda e interpretada como “diamantes”, uma indicação de que as uvas permaneceram por um tempo prolongado nas videiras antes de serem colhidas, desenvolvendo, portanto, mais personalidade e tipicidade.

Os europeus consideram a presença dos cristais de ácido tartárico como um sinal de qualidade. Já os produtores americanos e seus consumidores se sentem incomodados por sua presença.

Espero que tenham gostado amigos e clientes.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Você sabia??? A Columbia Vale AVA é a denominação "nave-mãe" do país do vinho Washington,

A Columbia Vale AVA: Esta é a denominação "nave-mãe" do país do vinho Washington, com oito dos onze denominações do estado escondido para as fronteiras amplas sobre o vale AVA Columbia. Esta enorme região de crescimento provavelmente irá conter mais AVAs no futuro como nuances das várias pistas e microclimas se tornam mais definidas. Não é nenhuma surpresa que o Vale do Columbia também acontece a ser o mais conhecido eo maior de áreas de cultivo de Washington em pouco menos de 11 milhões de acres.
O Vale Columbia começa na fronteira Oregon e se estende em uma forma triangular solta da fronteira Idaho, antes de se mudar para o norte para Lake Chelan. As uvas de celebridades do Vale do Columbia estão Merlot, Syrah e Cabernet Sauvignon para tintos e Riesling e Chardonnay para a fronteira setentrional do branco da denominação wines.The Columbia Valley é perto do deserto Okanogan, na fronteira com província de British Columbia do Canadá; sua fronteira sul se estende para Oregon e leste ao longo do rio Snake da fronteira Idaho. A fronteira ocidental da denominação segue a Faixa de Cascade e ao longo da fronteira leste da Columbia Gorge AVA.
Separada do chuvoso, clima marinho, a oeste das Montanhas Cascade, o Vale do Columbia está dentro da enorme sombra de chuva lançada por esta barreira terras norte / sul montanhoso, permitindo apenas entre seis e oito polegadas de precipitação anual para alcançar as terras mais áridas para o leste. sistemas de rio nas proximidades e canais trazer qualquer volume de água necessário para produzir grapes.The vinhos premium imensa Columbia Valley, casa para a maioria das adegas e vinhas Washington, compreende aproximadamente um terço da massa terrestre do Estado. Foi reconhecida pelo governo federal como um Viticultural Area americana em 1984.
As raízes da moderna indústria vinícola Washington pode ser rastreada até meados do século 20, quando um grupo de professores da Universidade de Washington virou seu funcionamento casa vinificação em um esforço comercial e fundada Associated Vintners (mais tarde renomeada Columbia Winery) e focado na produção de vinhos premium. As vinícolas Nawico e Pommerelle foram fundidas em uma nova adega, que acabaria por se tornar Chateau Set Michelle.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Sentir cheiro do vinho pode prevenir doenças como Parkinson e Alzheimer

Sentir cheiro do vinho pode prevenir doenças como Parkinson e Alzheimer

Estudo comparou cérebros de pessoas comuns e sommeliers para chegar à conclusão.
Da redação em 7 de Novembro de 2016 às 15:28


Inúmeros estudos já apontaram os benefícios dos vinhos quando ingeridos. Pesquisadores, porém, chegaram à conclusão que cheirá-los também traz consequências positivas para a nossa saúde. De acordo com cientistas da Cleveland Clinic Lou Ruvo Center for Brain Health e da Cleveland Clinic Radiology, dos EUA, e da Université du Québec à Trois-Rivières, do Canadá, sentir as características olfativas da bebida desenvolve o córtex cerebral, que por sua vez auxilia a prevenção de doenças neurodegenerativas.

Para chegar a esta conclusão, os estudiosos compararam os cérebros de pessoas comuns e de Masters Sommeliers. Segundo as pesquisas, estes profissionais do vinho possuem o córtex entorrinal e o córtex insular mais grossos graças ao incentivo dos componentes vinícolas. Dessa forma, como por meio de uma ginástica cerebral, eles têm uma melhor capacidade de controlar as percepções sensoriais e uma melhor memória. Por consequência, as duas áreas tornam-se menos propensas a doenças como Alzheimer e Parkinson, comuns de surgir com o avançar da idade.